25 de fevereiro de 2013

De onde vem a inspiração~


... símbolos e cores para transmutação; uma conversa de boteco entre amigas aconselhando a "deixar pr'a lá" o stress; e a lembrança da música preferida da mamãe.

1 de fevereiro de 2012

Foi uma vez...

"gata borralheira" por Christiane Duarte

Foi uma vez...

Um conto contemporâneo
Onde os amigos estão no lugar das fadas,
A Rapunzel dentro de um apartamento
Apertada e enclausurada.
A bela adormecida finge dormir
Para não ser incomodada,
A cinderela tristemente
Faz todas as vontades da cunhada,
Enquanto a bruxa da branca de neve
Para o espelho pergunta:
Quem pode ser mais dona do espaço do que eu?
Em busca da independência
Estão por aí João e Maria.
A princesa dorme num colchão
No chão,
Do tamanho de uma ervilha.
Mas todo conto,
Ontem ou hoje
Sempre tem uma moral,
Quem um dia causa o mal
De remorsos se amargura no final.

Christiane Duarte – 18.03.2011



Tenho pensado muito sobre a repentina mudança de vida... Sinto saudades dos meus amigos, sonho constantemente que estou na casa onde sempre vivi em São Paulo e estou agora resgatando aos poucos minhas “criações” durante o período que antecedeu minha vinda para o rio Grande do Sul.

6 de janeiro de 2012

Desperta

"desperta o infinito" por Christiane Duarte

Adeus ano velho, feliz ano novo e feliz aniversário para esse blog que completou na última quarta-feira 4 anos. Sobrevivendo a longos tempos de hiato, quem esta vivo sempre aparece (eu ou o blog?)!
Apesar da minha ocupação com a 8ª Bienal do Mercosul, passei por um período de introspecção. Somente agora pareço despertar daquela letargia.

“eu tive um pesadelo
tive medo de não acordar
tudo andava tão caído...
eu andava por aí
sem rumo:
sem rima nem refrão
em resumo:
não tive culpa nem perdão
eu tive um pesadelo
tive medo quando acordei”
Humberto Gessinger

Pode parecer triste, mas para quem estava desgostosa da vida, sinto-me feliz por dizer que meu ano começou com gosto de soro caseiro: salgado com as lágrimas de saudade, mas açucarado pelas oportunidades que todo ano novo nos promete...

12 de julho de 2011

2nd round – PRESS START TO CONTINUE

“Hoje eu sei só a mudança é permanente. De repente tudo está no seu lugar...” - Humberto Gessinger


Na semana santa desse ano, tomei a uma boa dose de coragem e incentivos e tatuei nas minhas costas este símbolo que (re)inventei a partir de algumas referências, sendo uma delas muito evidente para os fãs de uma banda do rock nacional dos anos 80.

foto por Carolina França

Não irei me prolongar com interpretações sobre engrenagens, bandeiras, círculos, céus e estrelas, mas usarei o espaço deste post para falar sobre mudanças – as quais com sutileza estão mencionadas no sentindo dessa tatuagem.

Ainda não sei responder se por força do destino ou por força de vontade vim morar no Rio Grande do Sul no mês de junho. Desde então meus amigos perguntam como estou, mas confesso que nem sempre eu sei a melhor resposta. Me pergunto: como estou? A princípio me senti como uma grande árvore flutuante, sem raízes fixas ao chão. Carregando saudades da casa, dos momentos de felicidade compartilhados com o irmão e a redescoberta do amor de um pai. Falo faceira de cada amigo e digo sempre que estou bem para que também sintam orgulho de mim.

Posso contar que conheci um frio inefável e o famoso Minuano – vento que quase como um quadro antigo fez o meu rosto craquelar. Mas enquanto me encorujava com o frio, como súbita anestesia  me extasiei com os ponchos esvoaçantes de alguns senhores transeuntes, e me impressionei ao ver que, apesar das curvas escondidas sob blusas de lã e pesados casacos, as gurias daqui não perdem a elegância.

As vezes acordo no meio da noite chamando a minha mãe. Ainda não me sinto em casa, mas me sinto acolhida e em família – até já preparo chimarrão aprovado por gaúchos. Estou me (re)encontrando em cada dia e cada palavra dita e ouvida. Um pouco hesitante, respondo para mim e todos que perguntaram: Eu estou bem.

Em Pureza fui sonhar
Em Leveza o céu se abriu
Em Melancolia
A minha alma me sorriu
E eu me vi feliz
Vitor Ramil

Claro que tem coisas que nunca mudam, apesar de me encontrar muitas vezes em Porto Alegre, é possível me achar caminhando alegremente, ouvindo Engenheiros do Hawaii no mp3 e sem perder o habito de comer de vez em quando uma goiaba.

Por fim, conto que tem tanto para contar, que continuo registrando tudo o que vejo em palavras-chave para abrir sempre que preciso as gavetas das lembranças em minha mente.

10 de março de 2011

(Re) Conciderando


Sobre a existência

Na transitoriedade da existência
Apenas a matéria é perecível.
Enquanto no espírito,
Transcende e transmuta
(Graças a Deus,
Graças a Arte,
Graças a Iluminação da Inteligência)
A (r)evolução
Dia após dia,
A transformação.
Constante na vida são as mudanças.

 
Christiane Duarte - 24.02.2011


Houve um tempo em que as postagens foram mais freqüentes, e maior era a visualização do público. A princípio o blog começou com firulas e formalidades - minha idéia era ser um portfólio. Depois adotou um caráter mais informal, o intuito era apenas me expressar.
Acho que no fim, ou melhor, na continuidade, é um portfólio onde me expresso, como no título modestamente tão bem escolhido, “in search of my self”. No meu processo me descubro e reencontro a minha essência em cada postagem.
No mês de janeiro este blog completou 3 anos... Parabéns atrasado!

4 de julho de 2010

dentro das superfícies que refletem


A esmo

Transporta-me para um universo paralelo
Meu reflexo nas superfícies
Onde ajo de forma onírica.
Não me reconheço,
Pois faço tudo o que quero.
Nessa (ir)realidade
Não são as pipas que me fazem olhar o céu.


Vejo nos lugares por onde passo todas as histórias.
No canto desafinado do trem
Ouço vozes tristes e alegres,
Saudosas do momento que passou,
Ansiosas para matar a saudade.


No coração do centro da cidade
Vi um homem com uma mala aos pés
Queimando em mãos as páginas de um livro.
Seria aquela cena a destruição de um registro
De algo que para trás ficou,
Quiçá de um futuro premeditado?


Cosmos (ir)real
Dentro das minhas pupilas.
Meu relógio interno,
Como é lento!
Um minuto às vezes passa como uma hora,
E nesses sessenta segundos
Quanta coisa já me ocorreu...


Se quiser adentrar neste meu mundo,
Saiba que não é particular!
Vem, anda comigo a esmo
Perdendo em cada vereda o olhar.
Quem sabe quando passarmos por um longo túnel
Com iluminação tênue e dourada,
Haverá uma breve parada
Onde juntos entraremos noutra dimensão,
Aquela mesma do começo,
Onde meu reflexo não reconheço.


M.Chris.S - 03.07.2010

22 de maio de 2010

Sobre as lembranças:


Imaginação:
Dádiva de visualizar
Oportunidades irreais
Que algum dia venham nos ocorrer.
Ou ainda quem sabe,
Que se passam próximas
Dentro de um universo paralelo.
Mas as lembranças,
Ah, ato tão simples de recordar,
Capaz de nos fazer reviver,
Sorrir ou chorar,
Ou mesmo dos pés à cabeça se arrepiar.
Por mais que às vezes,
A saudade causada pela lembrança
Sufoque e consuma,
O deleite de revivê-la
A tudo compensa.

M.Chris.S

Outonostalgia~

O Dia-Poesia

O Dia-Poesia
Que fez a tristeza tornar-se bela,
A solidão ser solitude
E toda saudade motivação.

Que fez a luz de tom nostálgico
Amarelar tudo ao redor
Como uma antiga fotografia

O vento fresco veio dizer:
Já é o fim do verão.
Brincou com o cabelo das moças
Espalhando pétalas de flores roxas.

Agora é tempo de reflexão, conhaque e poesia
Dias de céu é cinza
E noites finitas com estrelas que não podem ser vistas.

M.Chris.S - 03.03.2010

21 de fevereiro de 2010

E agora o ano começou...

Dando jus a minha nacionalidade, acabei fazendo a primeira postagem do ano após as libertinagens do Carnaval. Ah, e que carnaval... enfim! Este desenho foi o primeiro que fiz em 2010, com inspiração na música Cinza, dos Engenheiros do Hawaii. E resumidamente em tópicos não utópicos as lições que aprendi:


Aprendi que não é preciso esperar férias para viajar,
Em um final de semana é possível conhecer inúmeros lugares.
E nas diferenças dos mesmos perceber as indiferenças para assumir sua identidade.

Aprendi que as mesmas nuvens que fazem o dia ser nublado
Vistas lá de cima parecem tapetes de algodão.

Aprendi que a vida é muito breve,
E ainda pode ser abreviada.
Portanto é preciso se apaixonar a cada dia como se fosse o último.

Aprendi que maioridade não é sinônimo de maturidade,
E nem libertinagem de liberdade.

Aprendi que mesmo sem ler o pequeno príncipe,
Não se deve fugir da responsabilidade daquilo que cativas.

Aprendi que ao lidar com pessoas covardes é preciso ser corajoso duas vezes:
Por elas e para ter força e seguir desamparado.

Não importa quanto tempo o amor é cultivado,
Tanto faz se é levado em banho Maria por anos,
Idealizado em poucos dias,
Ou intenso a cada raro e súbito encontro,
Aprendi que todo sentimento verdadeiro
Quando não correspondido golpeia.

Mas também aprendi, por que vi e senti,
Que as cicatrizes de um corpo
Podem contar menos histórias que as do coração.

Aprendi que os amigos de verdade são mais do que aqueles que estão presentes em todos os momentos,
São aqueles que mesmo distantes sempre têm o coração junto ao seu.

E se eu quisesse resumir tudo que aprendi em uma frase,
Não hesitaria citar Fernando Pessoa:
Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!

M.Chris.S

2 de dezembro de 2009

“Quem Dança os Males Espanta”


09_by M.Chris.S - quando eu danço
Quando Você Dança (Ericsson Alves – Nosscire Sevla)

Eu fico bobo olhando o seu bailar
E me perco ao te ver rebolar
Meus olhos saltam além do que é permitido
Vendo sua forma suntuosa
Que ousava se mexer num ritmo contido
Foi uma visão muito prazerosa
E continuará a ser em minhas recordações
Lembrar do seu rosto invadido por tantas emoções

Você dançava em ritmo excitado
Se movimentando de modo acelerado
É um tipo de vergonha querendo se soltar
Seu sorriso desvendando segredos que não devia mostrar
Um modo todo meigo de se mexer
Instigando um louco desejo de prazer
Algo tão místico é cada movimento de seu quadril
Indescritível como um calafrio

Fecha os olhos pra poder se concentrar
E mesmo assim não consigo parar de olhar
É lindo todo encanto que produz
Naquela escuridão... tem algo que reluz... teu sorriso
Cada centímetro dele preciso
O fato de manter as mãos tão próximas me intriga
Você atraiu tantos olhares que daria uma briga
Estava tentando proteger teu jeito pra não aparecer
Mas era impossível te obscurecer

Mesmo que estivesse tudo em silêncio no local
Seus passos de dança faziam um ritmo fenomenal
Você nem imagina como me causou espanto
Não ver seu olhar tomado pelo pranto
E como brilhava você por inteira
Sua presença me deixa sem eira nem beira
E como é difícil te elogiar
Te olho de repente não tenho nada pra falar

Estava com os dedos frios, mas me passava um calor
Dançava desabrochando como flor
Você é como caixa de pandora
Um segredo que só se vê após aurora
E pra te falar a verdade do que eu quero
Fiquei fascinado por você e sou sincero
Não sei se terei outra oportunidade pra falar
Um sonho que tive em te ver dançar


Havia tempos que não saia para me divertir a noite, até deslembrava como é bom dançar (não que eu saiba dançar, mas nada que um pouco de licor não desiniba).
Acabei lembrando de uma poesia que meu amigo Ericsson escreveu quando fomos juntos na virada cultural de 2008. Arrisquei então, agora pouco, expressá-la através deste desenho.